(Hank) - The most likely it’s piece of crap, I won’t know until you tell me. ‘Cause that’s the way it goes, that’s the way it’s always gone. I can’t tell the difference between the ridiculous and the sublime until you tell me. Now, be careful with that, you got my life there in your hands.
(Karen) - Hank, don’t say…This is just words…You know, it’s words, ok? Take it.
(Hank) - Well, words it’s all I’ve got left to play with, so be gentle…
Isto é um pequeno diálogo da série Californication, uma das minhas séries preferidas. Provavelmente muita gente conhece bem a série. Para quem não conhece, esta retrata o dia-a-dia de um escritor famoso que se vê perante uma “crise” na carreira, não conseguindo escrever nada. Provavelmente causa de uma relação disfuncional com a sua ex-mulher, que acaba por o trocar por outro homem, levando-o a passar a vida a fugir, dormindo com quem calha, onde calha, quando calhar…
Mas vamo-nos focar apenas na última frase do diálogo. Quem quiser ver a série tem bom remédio, existem inúmeros sites com links de onde podem baixar os episódios.
As palavras são daquelas coisas com que sempre poderemos brincar. Afinal, neste mesmo Portugal, em anos de ditadura, não assim há tanto tempo quanto isso, cantores, escritores, jornalistas, entre outros, brincavam com palavras, provocando políticos cujas ideologias eram intocáveis pelo mais comum dos mortais. No entanto, o povo arranjou maneira de as criticar e ridicularizar através de canções e escritos, muitas vezes aparentemente inocentes.
Este é apenas um dos muitos exemplos do poder da escrita. Se é verdade que uma imagem vale por mil palavras, muitas vezes não temos uma câmara fotográfica à mão para a poder captar, mas já uma caneta, um caderno, ou, mais recentemente, um telemóvel com capacidade para escrevermos mensagens inacabáveis, são sempre objectos pertencentes a uma mochila ou uma mala de senhora. Desta forma, tudo o que vejo, tudo o que sinto, tudo o que pressinto, passo-o para palavras, imortalizando assim esse instante no tempo, tendo a certeza que, pelo menos por mim, não será esquecido.
Assim, visto que hoje já ocupei mais espaço do que aquele que pretendia, amanhã vou colocar aqui um poema que escrevi. Tal como o anterior, este já tem algum tempo, data de 2006, e refere-se à escrita e às ilusões associadas, aos sonhos, a toda uma fantasia recorrente em que se pode emergir. Toda uma fantasia em que se entra quando "viaja" pela própria vida…
(Karen) - Hank, don’t say…This is just words…You know, it’s words, ok? Take it.
(Hank) - Well, words it’s all I’ve got left to play with, so be gentle…
Isto é um pequeno diálogo da série Californication, uma das minhas séries preferidas. Provavelmente muita gente conhece bem a série. Para quem não conhece, esta retrata o dia-a-dia de um escritor famoso que se vê perante uma “crise” na carreira, não conseguindo escrever nada. Provavelmente causa de uma relação disfuncional com a sua ex-mulher, que acaba por o trocar por outro homem, levando-o a passar a vida a fugir, dormindo com quem calha, onde calha, quando calhar…
Mas vamo-nos focar apenas na última frase do diálogo. Quem quiser ver a série tem bom remédio, existem inúmeros sites com links de onde podem baixar os episódios.
As palavras são daquelas coisas com que sempre poderemos brincar. Afinal, neste mesmo Portugal, em anos de ditadura, não assim há tanto tempo quanto isso, cantores, escritores, jornalistas, entre outros, brincavam com palavras, provocando políticos cujas ideologias eram intocáveis pelo mais comum dos mortais. No entanto, o povo arranjou maneira de as criticar e ridicularizar através de canções e escritos, muitas vezes aparentemente inocentes.
Este é apenas um dos muitos exemplos do poder da escrita. Se é verdade que uma imagem vale por mil palavras, muitas vezes não temos uma câmara fotográfica à mão para a poder captar, mas já uma caneta, um caderno, ou, mais recentemente, um telemóvel com capacidade para escrevermos mensagens inacabáveis, são sempre objectos pertencentes a uma mochila ou uma mala de senhora. Desta forma, tudo o que vejo, tudo o que sinto, tudo o que pressinto, passo-o para palavras, imortalizando assim esse instante no tempo, tendo a certeza que, pelo menos por mim, não será esquecido.
Assim, visto que hoje já ocupei mais espaço do que aquele que pretendia, amanhã vou colocar aqui um poema que escrevi. Tal como o anterior, este já tem algum tempo, data de 2006, e refere-se à escrita e às ilusões associadas, aos sonhos, a toda uma fantasia recorrente em que se pode emergir. Toda uma fantasia em que se entra quando "viaja" pela própria vida…
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