Há alturas em que a vida parece um filme. Tudo se passa demasiado rápido, a um ritmo alucinante, e nós, em vez de personagens, tornamo-nos espectadores da nossa própria história.
Há outras alturas em que desejamos que a nossa vida fosse um filme. Não um drama, não de terror, talvez de aventura, mas principalmente daqueles em que tudo acaba bem. Um daqueles filmes onde, como por magia, tudo se encaixa no seu devido lugar, a história desenrola-se, com todos os seus percalços, para culminar num final feliz.
Tudo isto para introduzir um poema que escrevi recentemente, ao qual dei o nome de Cinema. Espero que gostem.
Escuto ao fundo um sopro do destino,
Uma voz doce que encanta,
Um sorriso genuíno
Numa noite entre tantas.
Não tenciono prender-me
Nem sequer reter-me no tempo,
Mas ao passar por aquela rua
Fico preso no momento.
Um momento em que passava
Sem nada a atenção me despertar,
Dei por mim a ver uma fada
Como se fosse minha consciência a falar.
Guardei para mim esse segredo
Acabando por o revelar
Outra noite, mesmo enredo,
Uma história ainda por contar.
Acaba o primeiro filme,
O público sai da sala desiludido
Sentindo, no entanto,
Não se tratar de tempo perdido.
E ninguém os pode censurar, realmente
Com o cinema às escuras
A fita começa a rodar novamente
Deixando antever o final
Pelo qual aguardava esse público descrente.
Há outras alturas em que desejamos que a nossa vida fosse um filme. Não um drama, não de terror, talvez de aventura, mas principalmente daqueles em que tudo acaba bem. Um daqueles filmes onde, como por magia, tudo se encaixa no seu devido lugar, a história desenrola-se, com todos os seus percalços, para culminar num final feliz.
Tudo isto para introduzir um poema que escrevi recentemente, ao qual dei o nome de Cinema. Espero que gostem.
Escuto ao fundo um sopro do destino,
Uma voz doce que encanta,
Um sorriso genuíno
Numa noite entre tantas.
Não tenciono prender-me
Nem sequer reter-me no tempo,
Mas ao passar por aquela rua
Fico preso no momento.
Um momento em que passava
Sem nada a atenção me despertar,
Dei por mim a ver uma fada
Como se fosse minha consciência a falar.
Guardei para mim esse segredo
Acabando por o revelar
Outra noite, mesmo enredo,
Uma história ainda por contar.
Acaba o primeiro filme,
O público sai da sala desiludido
Sentindo, no entanto,
Não se tratar de tempo perdido.
E ninguém os pode censurar, realmente
Com o cinema às escuras
A fita começa a rodar novamente
Deixando antever o final
Pelo qual aguardava esse público descrente.
